Viva la revolución

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13 de agosto de 2013 por deglutindopensamentos

Eliton Felipe427273_423699264379090_1925993822_n

fidelPovoado de Birán, Mayarí, Cuba, dia 13 de agosto de 1926, nascia ali Fidel Alejandro Castro Ruz, o homem capaz de mudar a cara da política internacional como nenhum latino-americano havia feito até então.

Cuba, o maior arquipélago da América Central foi invadida e colonizada pelos espanhóis que construíram ali grandes monoculturas de açúcar e tabaco. Para dar conta da produção os europeus precisaram importar mão-de-obra barata e, assim como o Brasil, esses trabalhadores foram trazidos a força da África para o Novo Mundo em regime de escravidão. O que faz como que o país tenha hoje, proporcionalmente, a maior população negra fora do continente africano.

Depois de séculos de exploração os latifundiários cubanos formaram uma elite agrária que se fortalecia pouco-a-pouco desagradando a coroa espanhola que ia perdendo a força e influência sobre a Ilha. Esse cisma político-econômico desembocou na revolta de 1868, liderada pelo advogado Carlos Manuel de Céspedes que deu origem a chamada Guerra dos 10 anos, vencida pela Espanha.

Ao mesmo tempo em que o controle espanhol desagradava os monocultores cubanos, era combatido, também, por intelectuais da ilha caribenha. José Martí, que viria a ser um dos políticos mais importantes da América Latina se tornou um dos líderes desse movimento que promoveu a invasão do litoral cubano e disseminou a formação de guerrilhas responsáveis por ocupar pontos estratégicos. Os espanhóis, por sua vez, reprimiram os revoltoso realizando a “reconcentración”, ação que isolava as famílias camponesas em campos de concentração.

Com a morte de milhares de cubanos pelas mãos repressoras do governo espanhol, o movimento independentista cresceu e se espalhou por todo o país se tornando inevitável. O tiro de misericórdia veio pelas armas estadunidenses que, percebendo que a Espanha perderia a guerra e com medo de perder toda a influência sobre a economia açucareira e sobre o comércio cubano, interviram no conflito enviando várias tropas contra o exército espanhol. Sem forças para enfrentar os Estados Unidos, a Espanha lhes concedeu o controle de Cuba com a assinatura do Tratado de Paris, em 1898.

A partir daí a ilha passou a ser um grande cassino e bordel estadunidense. Quem assistiu O Poderoso Chefão parte II sabe do que eu estou falando. Os hotéis de Havana serviam para encontros de políticos e empresário dos Estados Unidos que faziam, ali, todo tipo de transação licitas ou/e ilícitas.

Foi nesse período que nasceu o pequeno Fidel. Filho de fazendeiros teve o privilégio de poucas crianças de sua época. Pôde estudar em boas escolas e cursou direito na universidade de Havana, onde se graduou em 1949.

Concluído o curso de direito passou a defender sindicatos e organizações de trabalhadores e a escrever em periódicos que denunciavam os desmandos do governo. Com o golpe impetrado em 10 de março de 1952, por Fulgêncio Batista, o jovem político foi preso e condenado a 15 anos de prisão depois de tentar invadir o Quartel Moncada em Santiago de Cuba, em 26 de junho de 1953. Após cumprir quase 2 anos da pena foi anistiado e embarcou para o exílio nos Estados Unidos em 1955 onde estruturou o movimento 26 de julho que buscava devolver o poder ao povo de Cuba.

Em novembro de 1956, Fidel criou o “Exército Rebelde”. Um de seus comandantes era o médico argentino, Ernesto “Che” Guevara que o agora Comandante Fidel conhecera no exílio. Além dele, lideraram tropas, também, Raul Castro e Camilo Cinefuegos. Em 1957, um grupo de cerca de 80 combatentes instalou-se nas florestas de Sierra Maestra. Os guerrilheiros foram se tornando populares e logo possuíam o apoio da população.

Em 1º de Janeiro de 1959, os revolucionários entraram em Havana, sob a batuta do Comandante Fidel, onde foram saudados pela população que aplaudia os guerrilheiros.

Até 2007 Fidel Castro esteve a frente do governo cubano, nesse tempo o país universalizou o ensino, erradicou o analfabetismo, se tornou o país com o menor índice de violência da América ao lado do Canadá, erradicou a fome, estabeleceu o pleno emprego e se tornou referência no sistema de saúde. Foi durante o governo de Castro que Cuba alcançou altos índices de desenvolvimento humano e social, com a menor taxa de mortalidade infantil das Américas, erradicação da desnutrição infantil, tratamento gratuito de mais de 124 mil vítimas de Chernobyl, ajuda na luta pelo fim do Apartheid na África do Sul o que levou Mandela a fazer a sua primeira visita como chefe de Estado a Cuba e por aí vai.

Se hoje há um suspiro de resistência ao imperialismo estadunidense na América Latina, deve-se ao empenho do povo cubano que, por diversas vezes referendou o governo revolucionário e a figura desse que tem sido o político latino-americano de maior importância no contexto internacional. Parabéns Fidel pelos seus 87 anos de vida e por ter sobrevivido a, pelo menos, 634 tentativas de assassinato.

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