Cuba, um ano depois só o que sobrou é aquilo que nos falta

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23 de abril de 2013 por deglutindopensamentos

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Sabe aquele momento em que você tem a certeza de que conheceu a pessoa certa? Que a paixão, o amor e todos os sentimentos bons afloram e te consomem de repente, sem pedir licença? Que você se vê perdido e percebe que não mais será capaz de ficar sem aquela pessoa e a relação que você está estabelecendo com ela será para sempre?

Não, eu não estou falando de casamento, de amor e paixão carnal. Não, eu me refiro as pessoas que se tornam amigos para sempre. As vezes você os conhece no lugar mais inesperado possível, em uma mesa de bar, uma sala de aula, na casa ao lado da sua… No meu caso foi em uma viajem há exatamente um ano.

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Em 2012 muita coisa aconteceu na minha vida, a maior parte foi boa e entre todas essas coisas muito boas esteve a viajem para Cuba. Essa foi a oportunidade de conhecer na prática o sistema socialista cubano, com suas deficiências e seus ganhos (mais ganhos que deficiências), ao mesmo tempo, uma chance de conversar e debater com gente do mundo inteiro e, entre eles, estavam alguns dos amigos que fiz e que, tenho certeza, serão eternos.

Não posso reclamar de ser sozinho, sempre tive camaradas com quem contar e sei que posso, ainda hoje, ter o apoio de muitos deles quando precisar, mas o que aconteceu naquela ilha da América Central foi diferente de tudo o que eu já havia passado.

Sabe aquelas festas que duram até de manhã, recheadas de álcool e música, acrescente os papos, que para muitos seriam os mais chatos, sobre política, conjuntura econômica internacional, América Latina, desigualdade, socialismo, comunismo, capitalismo… Era sempre assim. Um violão, bongôs, agogô, três ou quatro cantando, alguns dançando e muita conversa regada com o legítimo rum cubano.

Aqueles 15 dias me fizeram ser um pouco argentino, chileno, cubano, turco, colombiano… Conversar com Javier, meu hermano argentino, e sua companheira Verônica, linda e querida, enquanto ouvimos as também argentinas Anzu e Gabriela cantando e tocando um violão desafinado ou discutir com Frederico que insiste que “Maradona és mejor que Pelé!”, derrubar muitas garrafas de rum com Nestor, Magda, Yuri, Jhon e Catherine da Colômbia, escutar a turca, Pequena Chama, cantar Hasta siempre comandante com um espanhol impecável, beber muito caldo de cana com a chilena Katherinne e com a brasileira Lara, caminhar pelas ruas de Havana com o corintiano que fala japonês Érico, virar a noite bebendo rum com as cubanas Thais, Yara e Letícia contando como é o seu país. Coisas que se faz uma vez na vida e o resto dela se passa rememorando.

É por isso que eu digo a todos os que estão hoje na Brigada 1º de maio, aproveitem como nós soubemos aproveitar em 2012, porque amigos como os que vocês farão serão para sempre e, dificilmente, serão encontrados novamente. Deixo um forte abraço aqui do Brasil.

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