O cinema nosso de cada dia

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28 de janeiro de 2013 por deglutindopensamentos

Pedro Magrini

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Sessão da tarde, Rede Globo

 O cinema me comove, o cinema me revolta, o cinema me desperta, o cinema me da sono, o cinema traz vida, nem sempre real, a minha vida. Não somente aquele cinema engajado e crítico ou os documentários históricos ou os filmes fora do mainstream hollywoodiano, mas também os filmes “sessão da tarde”, os “enlatados” de super heróis e comédias românticas. Há espaço para todos em meu gosto demasiadamente eclético. Obviamente que há momentos para cada um deles e não é sempre que consigo ficar em frente à televisão ou ao computador vendo babaquices. Também não é sempre que consigo ver filmes muitos complexos e reflexivos que exigem grande concentração.

Escolhi como tema desse segundo post em nosso blog, falar sobre alguns sites que me proporcionam momentos incríveis de lazer, ócio, reflexão, crítica, risadas, tristeza, entre tantos outros afetos e sentimentos que o cinema nos estimula. Não sou um grande entendedor, nem um especialista sobre cinema, pelo contrário, tenho dificuldades em compreender termos técnicos e discussões um pouco mais aprofundadas. Contudo, estou sempre aberto ao aprendizado e adoro escutar e ler quem realmente entende sobre o assunto, ou parece que entende. Sou apenas mais um apaixonado por cinema, daqueles que se transforma em grande entendedor num boteco após alguns goles de cerveja: “…a fotografia daquele filme é incrível…”; “…o diretor falhou no roteiro, o livro é muito melhor”.

Ou seja, como lazer e como fonte de informações que deixassem mais robustos meus debates nos bares de Florianópolis, há quase dois anos visito diariamente dois sites sobre cinema, o blog Laranja psicodélica (www.laranjapsicodélicafilmes.blogspot.com) e o site Cinema em cena (www.cinemaemcena.com.br). Com propostas diferentes, mas que se complementaram de maneira assustadoramente perfeita em meu pequeno universo cinematográfico, ambos fornecem conteúdos formidáveis a quem procura detalhes e opções de filmes fora do circuito “Tela Quente”. Sempre que acesso um deles, necessariamente acesso o outro.

Banner Laranja Psicodelica

Banner Laranja Psicodelica

O primeiro, Laranja Psicodélica, é um blog onde podemos baixar filmes via torrent. A quantidade e a qualidade dos filmes disponibilizados são incríveis e proporcionam opções dificilmente encontradas nas melhores locadoras tradicionais. Aqui podemos iniciar uma discussão sobre a pirataria não lucrativa, aquela onde arquivos (filmes, musicas, entre outros) são disponibilizados com acesso livre na internet sem custos adicionais. Em minha opinião, esse é o único meio onde podemos ter acesso a conteúdos negligenciados pela televisão aberta, ou qualquer outro mediador, sem custos adicionais. Isso se chama democratização do acesso à arte e ao entretenimento. Podemos debater essa questão em outro post, ou aqui mesmo nos comentários. Assim, a internet, no meu caso via Laranja Psicodélica, me da autonomia de escolha de quando e o que assistir, sem depender de nenhum, ou quase ninguém, intermediando esse processo. Apenas o blog. Aprendi a confiar nas listas e sugestões do Laranja, tendo poucos contratempos ao baixar os arquivos. Recomendadíssimo.

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Pablo Villaca

O outro site em questão é o Cinema em Cena. Além de nos atualizar sobre os filmes que serão/estão/foram lançados, o site traz ótimas críticas de produções cinematográficas de vários períodos. O responsável pelas críticas e dicas semanais de todo tipo de filme é Pablo Villaça, o idealizador da proposta do site e grande crítico de cinema. Suas críticas politizadas, irônicas, ácidas e detalhadas sempre me fazem compreender melhor os filmes e minúcias dificilmente percebidas num expectador menos atento como eu. Obviamente que tenho discordâncias de suas “notas” quantificadas através de estrelas para cada filme criticado. Ou seja, os filmes podem ter de uma a cinco estrelas dependendo da opinião dele. Há também abertura para os cinéfilos (entusiastas pelo cinema) darem suas opiniões e concordarem ou discordarem de Villaça (Vale a pena acompanhar as discussões nos fóruns, sobretudo as discordâncias). Eu, particularmente, discordei poucas vezes de suas análises, no entanto, algumas vezes discordei de suas estrelinhas. É preço que se paga por quantificar a arte, mesmo que isso representa a forma mais didática de indicação.

into-the-wild_emile-hirsh-and-sean-peannApós essas duas sugestões,vou relatar meu programa de sexta a noite (ou quinta? Não sei exatamente). Depois de flertar com diversos filmes nos canais Telecine, em grande parte já em andamento, resolvi mudar de canal e dar uma passadinha na Rede Globo (Isso aparece automático nas mãos dos brasileiros/as). Já se passavam das duas da manhã e não esperava encontrar nada de especial nesse horário e nem na Globo. Fiquei alguns minutos esperando até se iniciar mais uma sessão do Corujão. Já com bastante sono e me preparando para dormir, me deparo com o início de um de meus filmes preferidos nos últimos anos, Na natureza selvagem. Provavelmente já o vi umas dez vezes nos últimos seis anos. Essa foi a décima primeira. Sem sono nenhum. Valeu a pena mais uma vez.

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Livro Na natureza selvagem

Só para constar e tentar estimula-los/as a apreciar o filme, vai aqui algumas informações. Na Natureza Selvagem (Into the Wild, 2007, Estados Unidos) é um roteiro adaptado do livro de mesmo nome de Jon Krakauer lançado em 1996. Tendo como diretor o incrível ator Sean Penn e trilha sonora de Eddie Vedder, vocalista do Pearl Jam, o filme trás a trajetória de Christopher McCandless (prefiro chama-lo de Alexander Supertramp, seu heterônimo no filme) em sua viagem de autoconhecimento e porque não de fuga ingênua da realidade até o Alasca. Essa é apenas uma dica de filme e de trilha sonora. Conflitante com minhas sugestões anteriores, afinal Na natureza Selvagem não está disponível no Laranja Psicodélica, mas com uma ótima crítica no site Cinema em Cena. Não preciso nem dizer que Pablo Villaça deu cinco estrelas. Ai sim concordei com sua quantificação.

Termino aqui com uma frase do aventureiro Alexander Supertramp já no final do filme: “A FELICIDADE SÓ É REAL QUANDO É COMPARTILHADA”. Talvez isso me leve a compartilhar minhas experiências aqui.

Até semana que vem pessoal!

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4 pensamentos sobre “O cinema nosso de cada dia

  1. Camila Freitas disse:

    Pedroca, legal o texto. Também sou suspeita, porque adorooo filmes…principalmente os nacionais!

  2. fernando r. lenharo disse:

    mto bom ler sobre suas opinioes pedrao… concordo, na natureza selvagem é um ótimo filme, toda vez q assisto fico calado em meu canto refletindo… uma ideia para seu proximo texto poderia ser sobre correr… fui

  3. Pedro Magrini disse:

    Olá pessoal, peço desculpas por alguns erros de português cometidos nesse texto. Seja pela famigerada correção automática do office e/ou por meus própiros equívocos, percebi algumas falhas. Obviamente, que ao revisá-lo antes do envio não encontrei nada, mas ao fazer a primeira leitura no blog encontrei alguns errinhos. Boa leitura!

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