A revista Veja e sua “grande crítica” a educação

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13 de janeiro de 2013 por deglutindopensamentos

Eliton Felipe

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Gustavo Ioschpe

Hoje, dando uma olhada no meu antigo blog, lembrei-me de um texto escrito no inicio de 2011 pelos Srs. Gustavo Ioshpe e Ricardo Setti, “jornalistas” que “trabalham” na Revista Veja. O artigo ao qual me refiro foi publicado em 12 de abril de 2011.

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Ricardo Setti

No alto de sua “sabedoria”, os dois formadores de opinião ordinária decidiram escrever sobre educação, retratando o trabalho dos educadores no Brasil. De certo modo tento reproduzir abaixo o que eles escreveram.

Segundo o Sr. Gustavo, corroborado por seu sequaz, o problema da educação não está na falta de investimento no ensino público, na privataria fomentada por governos atrelados aos desejos das elites, nas péssimas condições de trabalho, nos problemas enfrentados pelos estudantes ou na vontade de manter imutável a ignorância da grande massa brasileira que não possui acesso ao capital intelectual, imprescindível para a emancipação do pensamento crítico.

Para Ioshpe, que sem nenhum pudor, compara os educadores a um câncer de pulmão, o problema da educação brasileira está no corpo docente. Preocupado em aumentar salários sem se pensar nos dissentes, como se o aumento do poder aquisitivo não interferisse diretamente no processo ensino-aprendizagem. Caso ele não saiba, professor bem pago, tem a oportunidade de investir em capacitação e atualização, além disso, não precisa ser nenhum gênio para saber que profissional bem remunerado trabalha melhor. Ou será que ele se sujeitaria a trabalhar 40 horas semanais por R$1.567,00? Em condições, muitas vezes, de periculosidade, pois enquanto ele escrevia seu artigo sentado em uma bela poltrona em seu escritório com ar condicionado e calefação, centenas de profissionais trabalham em comunidades carentes, muitas delas controladas pelo crime organizado, onde os estudantes trocam suas canetas por fuzis.

A REALIDADE DO PROFESSOR

Baseado em pesquisas de credibilidade duvidosa, Ioshpe afirma que os educadores não se importam em ganhar pouco, mas ficam contrariados em ganhar o mesmo que os que ele chama de “vagabundos”, os sindicalizados. Para ele, os sindicatos dos professores pensam apenas na classe e não na sociedade, não têm como objetivo o desenvolvimento social de nossos jovens. Primeiro, professor não faz caridade, professor trabalha e como qualquer trabalhador que é explorado não deve se conformar com o que lhe é imposto. Segundo, como o próprio título de seu livro diz “A ignorância custa um mundo”. Ao buscar melhorias nas condições de trabalho, nos salários e nos currículos escolares, os educadores estão lutando para que a sociedade seja capaz de crescer de forma sustentável, justa e igualitária, expurgando mentes torpes, desprezíveis que, por exemplo, controlam os meios de comunicação e têm como intenção garantir que a educação continue sendo para poucos e continue privilegiando os brasileiros que sempre estiveram no poder em detrimento daqueles que não possuem acesso a educação privada.

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Um pensamento sobre “A revista Veja e sua “grande crítica” a educação

  1. A culpa é de quem? Do professor, é claro!

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