Drogas, o eterno debate

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11 de janeiro de 2013 por deglutindopensamentos

Eliton Felipe

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Nos últimos anos é crescente a parcela da população mundial que tem se engajado na defesa dos usuários e da descriminalização das “drogas”. No Brasil os mais notórios são Fernando Gabeira (PV), sempre favorável a liberação da Maconha e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, membro da Comissão Latino-Americana para Drogas e Democracia, onde defende o fim da “Guerra contra as drogas”.

Argentina, Colômbia e México e, mais recentemente, o Uruguai já permitem o uso de pequenas quantidades para consumo próprio e os ataques não são mais aos usuários mas, aos narcotraficantes. Na Holanda, mesmo sem lei que regulamente o uso das drogas, elas são consumidas em cafés e praças. Alguns estados do EUA, maior opositor ao consumo, liberaram a maconha para fins medicinais. No Canadá, portadores de HIV com baixo peso recebem “baseados” afim de que a chamada “larica” (fome gerada ao consumir maconha) ajude a aumentar o apetite.

Mas, a maior repercussão, vem de Portugal que, em 2001, reformulou suas leis de repressão e liberou o uso de todo tipo de narcótico. De acordo com a revista Time, em 2006 o uso de entorpecentes entre adolescentes, que na década de 1990 era o maior da Europa, havia despencado. As infecções geradas pelo HIV contraído pelo compartilhamento de seringas caíram 17%. Em contra-partida o número de pessoas procurando ajuda médica mais que dobrou nos últimos anos. Comparando com UE e EUA, os portugueses têm hoje, a menor taxa de uso de maconha entre pessoas com mais de 15 anos, apenas 10%, para os estadunidenses a menor taxa fica no uso a partir de 12 anos que é de 39,8% da população. O uso de qualquer droga entre os estudantes do 7º ao 9º ano caiu quase 4% e o consumo de heroína entre 16 e 18 anos caiu pela metade.

A economia com o fim da repressão possibilita o investimento em clinicas de desintoxicação e internação de usuários em recuperação, com custos muito inferiores aos gastos com a prisão e combate dos “viciados”. Além disso, se os narcóticos fossem liberados no Brasil, parte dos R$ 30 milhões arrecadados, segundo a ONU, pelo tráfico na favela da Rocinha todos os meses, poderia ser revertida em impostos aplicados em saúde, saneamento, educação e cultura, que a comunidade tanto carece.

De acordo com a ONU, no mundo o tráfico movimenta perto de US$ 400 bilhões por ano com cerca de 200 milhões de consumidores. Para isso, existe uma legião de “trabalhadores informais” que, se legalizados, contribuiriam para o crescimento do PIB em seus países, na maioria pobres.

Fica a pergunta: Reprimir e renegar para evitar o consumo a força ou liberar e dar atendimento médico para evitar o consumo arrecadando impostos e aplicando-os na melhoria da sociedade?

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